múltiplas poéticas poesia em movimento palavras e mais palavras ao sabor do vento como tudo que ainda não foi dito
sexta-feira, 31 de maio de 2024
quarta-feira, 29 de maio de 2024
RONALDO WERNWCK - NA FACHA: MESA REDONDA
RONALDO
WERNECK
NA FACHA: MESA-REDONDA
Comunicação, Moda e Política foram os temas da mesa-redonda
realizada no último dia 20 de maio na Facha-Faculdades Integradas Hélio Alonso.
Mediada pelo poeta e jornalista Sady
Bianchin, a mesa contou com minha presença e nomes como os da jornalista e
comentarista política Hildegard Angel
(comigo na foto), Na minha fala, comentei sobre minhas duas prisões durante a
ditadura e li um de meus poemas de caráter social, ditos “participantes” da
época. Como escreveu o poeta Cassiano Ricardo: “Basta estar vivo/ para ser
subversivo/ isto é: subservivo”. Falo também sobre jornalismo e moda que – com
a devida licença da Hilde e de sua mãe, a saudosa Zuzu Angel – é uma de “minhas especialidades”, como todos sabem.
Estão aí meus suspensórios. Ou não?
SÍLVIO
SILVA SELVA
(leia-se Ronaldo Werneck)_
eu sílvio silva
poeta meridional
entropicanalhado
na farsa de latinoamerica
entre o verde amazônico
e a branca solidão dos andes
entre as imensas geladas
cajes de buenos aires
e as vielas imundas
fechadas & flechadas
desta cidade são sebastião
do rio de janeiro
eu sílvio silva
minha voz
minha vez
me ofereço
eu sílvio silva
operário da palavra
me ofereço
me preparo
pouco o tempo
duro o fardo
balas bailam tontas
zunem zonzas
a
metralha ruge
a
mortalha rouge
novo leão de latinoamerica
esperança e tragédia
o ar sufoca
as florestas pânicas
de latinoamerica
duro fardo
o ar que respiramos
eu sílvio silva
como você
cidadão
tributável
cotidiano
eu como você
eleitor
reservista
como você o cor
ação pulsando
como você
retinas cansadas
fome suor a vida
exalando pelas narinas
eu sílvio silva
ofereço meu verbo
de sonho e sacrifício
eu como você
me preparo
pouco o tempo
duro o fardo
eu sílvio silva
debruçado sobre o mar
de copacabana
eu sílvio silva
da selva de copa
cabana da selva
selva bala
copa caba
eu sílvio silva
cabala
me ofereço
me preparo
eu sílvio silva
de copacabana
para latinoamérica
pouco o tempo
duro o fardo
eu sílvio silva
poeta de copacabana
preparo minha palavras
como se prepara
uma bandeira
pouco o tempo
duro o fardo
eu sílvio silva
poeta de copacabana
afio meu verbo
como se afia
e se lança
contra o desafio
eu sílvio silva
uma espada
de copacabana
no coração
de quem nos engana
pouco o tempo
duro o fardo
Ronaldo
Werneck
in Selva Selvaggia, 1976
terça-feira, 28 de maio de 2024
Lau Siqueira - O inventário do pêssego
Aos predadores da utopia
dentro de mim
morreram muitos tigres
os que ficaram
no entanto
são livres
Lau Siqueira
Do meu primeiro livro, O Comício das Veias, lançado em 1993.Hoje também no Inventário do Pêssego, que reúne meus quatro primeiros livros e foi publicado ano passado pela Editora Casa Verde - casaverde@casaverde.art.br
13 livros para conhecer a literatura paraibana contemporânea
domingo, 26 de maio de 2024
múltiplas poréticas
axioma
para final de século
p/Carlos Careqa & Hélio Letes
a diferença
entre o legume
e o vegetal
VER/dura
mineral
nas minas do quintal
fruto menstrual
no ancestral pomar
das coxas
Artur Gomes
BraziLírica Pereira : A Traição Das Metáforas
Alpharrabio edições - 2000
leia mais no blog
Balbúrdia Poética
o nascimento do amor
O
NASCIMENTO DO AMOR
Imagem:
IA Pixlr Image Generator
“Há mais
amor debaixo de tuas unhas
do que em toda terra lavrada.”
Thereza Christina Rocque da Motta,
fragmento
de “Mais
Amor”, em Folias
*
Não é das flores crescendo
em teus cabelos
nem das noites dos teus
lençóis gemidos
nem do cheiro de rosa dos
teus pelos…
Não é do sorriso sonso do
teu umbigo
nem da língua que salga
teus temperos
nem dos rios jorrando dos
teus líquidos…
Não é dos gomos suados do
teu sexo
ou do afogar nas matas do
teu ventre
nem do espelho sonhando o
teu reflexo
ou das estrelas que
brilham nos teus dentes…
Não é do gosto do teu
beijo de cravo
ou das tuas coxas a arder
feito cacto
nem da languidez dos teus
braços lassos
ou da tua voz de onde voam
pássaros…
É
quando tu acordas a manhã com teus olhos claros
que
a vida entende todo o seu mistério mágico
e
o amor se faz imenso sob o seu manto raro…
(Tanussi Cardoso)
leia mais em
sábado, 25 de maio de 2024
múltiplas poéticas
soberba
a noite longa
por entre os
paralelepípedos
e Jaguarão
se espreme entre
a ponte e o cerro
passo a passo
o olhar adensa
no delito da espera
na podridão da
virtude
um galo geme
e o dia amanhece
Lau Siqueira
In o inventário do pêssego
CASA VERDE – Porto Alegre-RS – 2020
leia mais no blog
Balbúrdia Poética
POEMA DAS
SETE FACES
(Carlos Drummond de Andrade)
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode,
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
(Carlos Drummond de
Andrade)
leia mais no blog
Balbúrdia PoÉtica
https://fulinaimatupiniquim.blogspot.com/
56
*
Ainda me faltam alguns anos, amor,
Para que eu me torne um velho.
Não são muitos,
mas me restam alguns.
Fique ouvindo baixo
música clássica
como é do seu feitio,
Que a mim
Ainda crispa
os pelos do braço
Um estrondoso
Riff de guitarra.
Eu sei que a você, que já me ajudou
A virar copos taças e tulipas,
Agora bastam alguns dedos
De pinot-noir
Para dormir antes das dez
E cumprir a finalidade melancólica
de nossa burocrática cama
Nos últimos tempos.
Mas a mim ainda restam alguns anos, amor,
E, segundo os exames,
Uns bons níveis de testosterona,
Levando-se em conta a idade.
Ainda faltam alguns anos
Para eu ficar velho,
E não duvide,
sou bem capaz de aguentar
Uma noite ao som do soul.
Então me deixe aqui
Com minha playlist
Que pode durar até às três,
Junto com essa garrafa inteira
E quem sabe mais alguns goles
quando ela acabar.
Ficarei ao menos até que os ponteiros
Se encontrem no topo
E o sono me venha feito
Um longo e lento
Solo de blues.
Porque ainda me restam
Alguns anos, amor,
Para a velhice
E eu não quero
Estar morto
Antes de morrer.
*
André Giusti, 2024
quinta-feira, 23 de maio de 2024
múltiplas poéticas
Lendo
mais uma vez CATACLÍSMICA de Tchello d'Barros
para
Oficina de Poesia Falada - escrita criativa - criação e interpretação
Dia
27 maio das 18 às 20h
Local:
Academia Campista de Letras
as
quintas-feiras - no grupo da Oficina no Zap
criação
& direção: Artur Gomes
realização:
Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima
Prefeitura
de Campos dos Goytacazes-RJ
leia mais no blog
Mostra Visual De Poesia Brasileira
Experimentar o Esperimental - Wally Salomão
lendo Babel 1 org. Ademir Demarchi - para Oficina de Poesia Falada - segundas das 18 às 20h na Academia Campista de Letras - quintas no grupo da Oficina no zap - criação e direção: Artur Gomes - Realização: Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima - Prefeitura de Campos dos Goytacazes-RJ
Eu queria tornar a língua molhada.
Fazer a palavra retornar pra boca.
É a língua da boca que fala a língua.
Palavra vem molhada de saliva.
Viviane
Mosé
do livro desato
leia mais no blog
Mostra Visual De Poesia Brasileira
me visto de poesia
quando encarno faustino
com kimono de judô
um prefácio no intestino
na estrada que o destino
me bashô
Rúbia Querubim
do livro Vampiro Goytacá
Eu queria tornar a língua molhada.
Fazer a palavra retornar pra boca.
É a língua da boca que fala a língua.
Palavra vem molhada de saliva.
Viviane Mosé
do livro desato
Prefácio
Quem fez esta manhã quem penetrou
À noite os labirintos do tesouro.
Quem fez esta manhã predestinou
Seus temas a paráfrases do touro.
As traduções do cisne: fê-la para Abandonar-se a mitos essenciais,
Deflorada por ímpetos de rara
Metamorfose alada, onde jamais
Se exaure o deus que muda, que
transvive.
Quem fez esta manhã fê-la por ser
Um raio a fecunda-la, não por lívida
Ausência sem pecado e fê-la ter
Em si princípio e fim: ter entre aurora
E meio-dia um homem e sua hora
Mário Faustino - O Homem e sua Hora
terra de santa cruz
ao batizarem-te
deram-te o nome:
puta
posto que a tua profissão
é abrir-te em camas
dar-te em ferro
ouro
prata
rios peixes minas mata
deixar que os abutres
devorem-te na carne
o derradeiro verme
Artur Gomes
Couro Cru & Carne Viva -
1987 e Pátria A(r)mada - 2022
leia mais no blog
https://arturgomesgumes.blogspot.com/
eco lógica
fosse o brasil
mulher das amazonas
caminhasse passo a passo
disputasse mano a mano
guardasse a fauna e a flora
da fome dos tropicanos
ouvisse o lamento dos peixes
jandaias araras ciganos
e nossos indígenas africanos
não estaríamos assim condicionados
aos restos do sub-humano
Artur Gomes
Dos livros: Couro Cru & Carne Viva – 1987
e Pátria A(r)mada – 2022
leia mais no blog
https://arturgomesgumes.blogspot.com/
Artur Gomes - O Poeta Enquanto Coisa
Alice para Alice Melo Monteiro Gomes A música está no bico dos pássaros na pétala de lamparina no caracol dos teus cabelos no movimento do...
-
Alice para Alice Melo Monteiro Gomes A música está no bico dos pássaros na pétala de lamparina no caracol dos teus cabelos no movimento do...
-
EuGênio eu sou menino eu sou menina e não venham me dizer que lança perfume é parafina diversidade de gênero...
-
o vôo de Heras EvoEros enquanto espero outras Eras primasVeras nesse quase verão/inverno que me tire desse purgatório nó da gravata quase ...
.jpg)





















